11.8.14

Workshop & Exposição em Lagos

O LAC - Laboratório de Actividades Criativas - de Lagos, no âmbito do projecto PinholeLab, promoveu uma actividade de Fotografia Pinhole, entre 24 e 31 de Julho, com um workshop (26 e 27) e uma exposição (31) que estará patente na Galeria LAR durante o mês de Agosto.

WORKSHOP
Esta actividade centrou-se na realização de fotografias pinhole de grandes dimensões com técnicas mistas, privilegiando o experimentalismo e a criatividade.
Numa das salas polivalentes do LAC foi criada uma camera obscura com possibilidade de projecção de uma imagem pinhole a partir do exterior do edifício, espaço que simultaneamente serviu de laboratório fotográfico.

Imagem pinhole projectada nas paredes da sala polivalente do LAC, trasnformada em
camera obscura e laboratório fotográfico (a segunda fotografia foi invertida digitalmente).


Foram realizadas experiências fotográficas e técnicas mistas com câmaras de pequenas dimensões, sobre diversos papeis e películas fotossensíveis. O espaço de trabalho foi dividido em três áreas: zona seca para corte de papel e películas, e manipulação das câmaras pinhole; zona de revelação de pequenos formatos; e zona de revelação de grandes formatos, com três banheiras para os químicos de processamento.



Nota: o caixote do lixo grande, à direita na segunda imagem, é uma câmara pinhole.
Cada banheira levou 20 litros de químico de processamento fotográfico: revelador, banho de paragem e fixador.
Devido à utilização de enormes películas "blue sensitive", a coloração dos líquidos ficou estranhamente alterada.


À semelhança do que aconteceu em 2009, o LAC contou com o apoio do Teatro Experimental de Lagos, cuja camioneta de caixa fechada foi anteriormente adaptada para câmara pinhole de grandes dimensões. O processo de transformação da camioneta pode ser consultado aqui. A camioneta-pinhole permitiu que os participantes no workshop escolhessem o local e o assunto a fotografar na zona de Lagos.
As imagens foram realizadas com película negativa Agfa Blue Sensitive, com cerca de um metro e dez por três metros e quinze, em média.


A primeira das imagens de grandes dimensões a secar, pendurada na nave central do LAC.


No final do workshop foi possível realizar uma positivação por contacto de algumas imagens pinhole de pequenas dimensões - uma vertente pedagógica que também caracteriza as actividades do projecto PinholeLab.
Os trabalhos foram encerrados com um momento de fruição e reflexão em torno do fenómeno da fotografia pinhole, e das suas possibilidades criativas e expressivas.





EXPOSIÇÃO
A quantidade e qualidade dos trabalhos realizados durante o workshop, com pequenas câmaras artesanais e a adaptação de uma camioneta de caixa fechada para câmara pinhole móvel de grandes dimensões, justificou a realização de uma exposição.
Bertílio Martins, Catarina Correia, Gabriel Cambraia, Jorge Pereira e Rui Cambraia, apresentaram o resultado de experiências fotográficas pinhole com técnicas mistas, onde se procurou a conjugação do trabalho artístico de projectos pessoais com a fotografia pinhole, como o recurso à técnica de stencil, ao fotograma e à intervenção química ou plástica sobre papéis e películas fotossensíveis.

Catarina Correia

Bertílio Martins

Jorge Pereira e Rui Cambraia

Jorge Pereira

Bertílio Martins, Catarina Correia, Gabriel Cambraia, Jorge Pereira e Rui Cambraia

Jorge Pereira

Vista parcial do espaço de exposição da Galeria LAR

Positivação por contacto: à esquerda os negativos originais, e à direita a impressão dos positivos.


Para mais informações, por favor contactar o PinholeLab ou o LAC:
pinholelab@gmail.com
lac.associacaocultural@gmail.com


18.7.14

Pinhole em Lagos

Oficina de fotografia "pinhole" de grandes dimensões, com técnicas mistas.
Laboratório de Actividades Criativas - LAC, 26 e 27 de Julho de 2014, Lagos.


25.4.14

Dia Mundial de Fotografia Pinhole 2014

No último domingo de Abril, em cada ano, celebra-se o Worldwide Pinhole Photography Day (dia mundial de fotografia pinhole). Nesse dia, um pouco por todo o mundo, alguns milhares de pessoas realizam fotografias estenopeicas com câmaras pinhole artesanais e industriais, analógicas ou digitais, que depois enviam para uma exposição mundial on-line, promovida pela organização deste evento no seu website www.pinholeday.org.

O PinholeLab propõe aqui um tutorial para adaptação provisória de uma câmara fotográfica digital em câmara pinhole. A câmara tem que ter lentes intermutáveis - uma reflex ou uma compacta híbrida -, porquanto a condição primordial da fotografia estenopeica é: fotografia realizada sem o auxílio de lentes.
A luz terá assim que entrar na câmara através de um pequeno orifício - o estenopo, ou pinhole -, de modo a poder formar uma imagem no seu interior.

Nos exemplos que se seguem serão utilizadas duas câmaras digitais reflex (DSLR).
Tempo estimado para os procedimentos: 20 minutos.

1º EXEMPLO

Materiais necessários:
Uma lata de bebida refrigerante; massa autocolante (tipo Bostik ou UHU u-tac); x-acto, tesoura, régua e compasso.

Com o x-acto, corta-se e planifica-se o corpo cilíndrico da lata.

Mede-se o diâmetro da baioneta da câmara fotográfica.

Na chapa metálica, desenha-se um círculo com o diâmetro determinado anteriormente.
No mesmo passo, depois do desenho, a ponta do bico do compasso (só a ponta do bico) serve para fazer o furo central no círculo de chapa.
NOTA: apenas uma leve pressão para perfurar a chapa, só com a ponta do bico (o furo não pode ficar demasiado aberto, e deve mesmo ficar muito pequeno, quase imperceptível).

Recorta-se o círculo desenhado e perfurado.

Com a massa autocolante produz-se um cordão com a dimensão do perímetro do círculo de chapa.

Coloca-se o cordão de massa autocolante sobre a baioneta da câmara (estas massas autocolantes não deixam resíduos na baioneta depois de retiradas, e após uma limpeza simples com papel de cozinha).

Coloca-se a chapa perfurada sobre o cordão de massa autocolante e ajeita-se, fixando-a com uma leve pressão dos dedos.

2º EXEMPLO

Com uma tampa própria para o corpo da câmara, normalmente em plástico, produz-se um orifício central com 5 a 8 milímetros de diâmetro, utilizando uma ferramenta perfurante (berbequim e broca, por exemplo, ou outros utensílios que permitam furar o plástico).


Sobre a tampa plástica perfurada, fixa-se a chapa circular com o estenopo, utilizando massa autocolante ou mesmo cola (epoxy, por exemplo, ou outra que cole em plásticos rígidos).
NOTA: Fazer coincidir o estenopo (pinhole) da chapa com o centro do furo na tampa.


Fotografia pinhole digital, Nikon D40, modo Manual (M) / Vívido, ISO 200, 2 segundos de exposição. Chapa de lata de refrigerante, com estenopo realizado com o bico do compasso.

Fotografia pinhole digital, Nikon D40, modo Manual (M) / Preto e Branco, ISO 400, 2 segundos de exposição. Chapa de lata de refrigerante, com estenopo realizado com o bico do compasso.

Os exemplos acima descritos podem ser utilizados com câmaras reflex analógicas, com película fotográfica (a cores ou a preto e branco) que terá de ser, posteriormente, revelada num laboratório fotográfico.

NOTA FINAL: O PinholeLab não assume qualquer responsabilidade por danos causados nas câmaras fotográficas de quem experimentar os procedimentos acima descritos, nem por ferimentos decorrentes da utilização das ferramentas de trabalho.

Em caso de dúvidas, por favor contacte-nos: pinholelab@gmail.com
Participe no Worldwide Pinhole Photography Day: www.pinholeday.org

12.11.13

2º Atelier de Fotografia Pinhole em Serpa

O segundo atelier de Fotografia "Pinhole" voltou a superar as expectativas, tendo duplicado o número de inscrições inicialmente abertas, e onde foram obtidos excelentes resultados fotográficos, realizadas algumas experiências novas, adquirida uma boa autonomia com muita entre-ajuda dos participantes, mas, sobretudo, onde se imprimiu muita energia e entusiasmo...!
O PinholeLab agradece ao departamento cultural da Câmara Municipal de Serpa, e muito particularmente a toda a equipa da Biblioteca Abade Correia da Serra, a renovação do convite e o esforço levado a cabo para a realização desta actividade nos seus espaços polivalentes.

Tradicional fotografia de grupo, onde a postura não é a do sorriso "cheese", mas tentar fazer de estátua o melhor possível, para não ficar desfigurado devido à longa exposição (20 seg.). Os mais irrequietos notam-se logo...!

Uma das experiências do dia foi transformar um tubo de cartão em câmara fotografica. O tubo tinha 105 cm de comprimento e 8,5 cm de diâmetro.

Foi colocado um pequeno furo, o "pinhole" (ou estenopo, em português) num dos topos do tubo, para utilizar todo o comprimento do tubo como câmara, o equivalente a uma grande teleobjectiva.

Do lado oposto do tubo foi colocado outro estenopo, mas desta vez lateralmente, para tirar partido da distância mais curta do tubo (o seu diâmetro) e também para podermos fazer fotografias com o papel curvado dentro do tubo.

Foi colocada uma tampa amovível e estanque à luz no topo onde se colocavam os papeis fotográficos, quer para a distância maior, quer para a distância mais curta.

Primeira imagem com o estenopo de topo. A distância ao assunto rondava os 60 metros.
Tempo de exposição: 6 min e 10 seg.
Diâmetro do "pinhole": 1,34 mm
F stop: 750
Sensibilidade do papel fotográfico: 6 ASA
Cálculos realizados com a aplicação "Pinhole Camera Calculator" para sistema Android (https://play.google.com/store/apps/details?id=com.pinhole&hl=pt_PT)

Segunda fotografia realizada com o estenopo de topo: os dados da imagem são os mesmo da anterior, excepto a distância ao assunto, cerca de 30 metros para o cesto de basquetebol e 15 metros para a vedação de arame.

Outra das experiências do dia foi a construção de uma câmara com «distância focal» variável (em pinhole como não há lentes não há focagem - e por isso também não há verdadeira distância focal).

No interior da câmara foram colocados suportes laterais para uma placa amovível, na qual se fixava o papel fotográfico. O plano do papel podia assim ser colocado a três distâncias diferentes do estenopo. Que diferença na imagem é que isso produz...?

Distância mais curta: tempo de exposição de 3 segundos...

Distância intermédia: tempo de exposição de 6 segundos...

Distância maior: tempo de exposição 10 segundos. Repararam que é como se a câmara tivesse um zoom...!!?
Parabéns Simão...!

Já no final do atelier tivemos a visita de três amigos, que muito curiosos acerca do que os outros meninos andavam a fazer a correr de um lado para o outro, não queriam acreditar que era possível fazer fotografias com caixas de sapatos...

... só a pontaria é que terá que ser mais afinada na próxima vez...!

Porque é que as caixas-câmara têm que ser pintadas de preto por dentro...?
Porque é que é preciso o Sol para fazer fotografias pinhole...?
Como é que é possível fazer fotografias com caixas de sapatos se não têm pilhas nem fios eléctricos...?
[Magia......!]
(Fotografia de Paula Estorninho)

No laboratório improvisado num espaço polivalente da Biblioteca Municipal de Serpa, instituição promotora do evento, com o material portátil do PinholeLab...!
(Fotografia de Paula Estorninho)

A câmara pinhole Live View continua a encantar...!
(Fotografia de Paula Estorninho)

Fotografias: Rui Cambraia, salvo indicação expressa nas imagens.

18.6.13

Atelier Pinhole em Serpa III

Algumas imagens:

A velha caixa de papa milupa, uma câmara pinhole Live-View, continua a criar magia.

Um excelente painel de participantes: um bom leque de idades, muita atenção e curiosidade, um verdadeiro luxo para qualquer formador.

Idem...

A grande produção de imagens testemunha, o dinamismo da actividade...!

Fotografias: cortesia da Biblioteca Municipal de Serpa